A sustentabilidade e o setor da construção

Weber Portugal

A sustentabilidade tem ganho, ao longo dos últimos anos, uma grande relevância em todo o mundo, fruto da limitação dos recursos naturais existentes e da necessidade de as sociedades adaptarem as suas atividades, orientando-as para maiores ganhos e menos desperdícios. O futuro assim o exige, numa demanda para que olhemos à nossa volta e que contribuamos ativamente para uma comunidade mais consciente da sua atuação. A recente pandemia que a todos nos tem afetado, é a prova de que os hábitos mundiais não mais podem ser os mesmos e que é premente uma transformação profunda nas várias esferas da atuação humana e organizacional.

Em jeito de contexto recordamos que no dia 22 de agosto de 2020 alcançamos o ‘Earth Overshoot Day’, isto é, o dia em que a humanidade consumiu todos os recursos naturais que a terra tinha disponível para este ano. Assim, em 2020 usamos mais 60% do que a terra tem capacidade para regenerar, utilizando assim o equivalente aos recursos de 1,7 planetas. Isto quantifica algo que todos sabemos desde há muito: que a nossa forma de vida e utilização de recursos não é sustentável.

Nos últimos anos, a Comissão Europeia tem posto em marcha várias ações e políticas para acelerar a transição da Europa para uma economia circular, que seja mais favorável ao ecossistema, que permita um maior retorno económico e a criação de mais postos de trabalho. Nesta estratégia foram identificados e pautados cinco setores prioritários: plásticos, resíduos alimentares, matérias-primas essenciais, construção e demolição, biomassa e materiais de base biológica.

Segundo as Nações Unidas, na União Europeia os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia, por 36% das emissões de CO2 e por 1/3 do consumo dos recursos naturais. Com um impacto ambiental a este nível, o setor da edificação tem que, de forma responsável e proativa, implementar soluções que ajudem a preservar o nosso planeta e a melhorar a nossa forma de vida.

A Saint-Gobain, seguindo estas diretrizes e consciente da imperiosa necessidade de se adaptar a um mundo em constante mudança, tem desenvolvido a sua atividade focada em mitigar e valorizar os resíduos gerados, em reutilizar os excedentes, em substituir determinados recursos por outros alternativos e em reciclar os materiais com que trabalha. Através das múltiplas ações desenvolvidas, a Saint-Gobain compromete-se, até 2025, a reduzir em 20% a sua pegada de carbono.

Enquanto empresa social e ambientalmente responsável definimos três pilares fundamentais para alcançar estes objetivos, que assumimos também como nossos:

  • Eficiência energética dos edifícios tanto em obra nova, como em reabilitação, de forma a assegurarmos o objetivo de descarbonização em 2050. Para isto, a Saint-Gobain desenvolve e fornece soluções de isolamento térmico para edifícios, como por exemplo os sistemas ETICS/ITE da WEBER ou o sistema de isolamento com lãs minerais da ISOVER para sistemas de condutas de ar condicionado. 

  • Economia circular utilizando materiais e soluções que possam ser recicladas e que ajudem a minimizar o impacto ambiental. Como exemplo, o mais recente produto que lançamos – o adesivo multiuso webercol flex lev, que utiliza mais de 30% de materiais reciclados na sua composição. 

  • Saúde e conforto nos edifícios. Na Saint- -Gobain acreditamos que para nos sentirmos bem num edifício é necessário ter a quantidade perfeita de luz, o nível adequado de som e a temperatura ideal. Trata-se de design, estética e tecnologia, qualidade e segurança, eficiência e sustentabilidade – um lugar para se adaptar a cada um de nós. Os edifícios têm o potencial não só de proteger as pessoas de todos os aspetos menos positivos do mundo exterior, como o ruído, o clima e a poluição, mas também de fazer com que cada um de nós se sinta mais feliz e nos permita viver, trabalhar e brincar em ambientes mais saudáveis.

Esta política de procura incessante de métodos de trabalho mais sustentáveis e eficientes deve ser uma das premissas da atividade do setor construtor, podendo levar a poupanças significativas que devem ser investidas em materiais e processos inovadores e mais amigos do ambiente. Tecnologias como BIM (digitalização da construção), assim como a própria evolução da “indústria 4.0” têm impulsionado o mercado, e contribuído para um novo desenho na gestão de recursos, quer materiais quer humanos.

No caso da Saint-Gobain, em particular, tem-se desenvolvido um trabalhado onde a sustentabilidade e a saúde são protagonistas, desempenhando um papel crucial na melhoria da vida e do bem-estar individual e coletivo.

A Saint-Gobain tem na sua génese a contínua preocupação na seleção dos materiais com impacto direto sobre as pessoas que vivem e trabalham nos edifícios, tanto ao nível acústico e visual como também na qualidade do ar, potenciada pelo uso de soluções como painéis de gesso ou revestimentos de paredes que podem absorver componentes orgânicos voláteis. Para a Saint-Gobain, a saúde é um dos pilares da construção sustentável, pois a procura pelo conforto e as metas de desenvolvimento responsável de longo prazo são duas faces da mesma moeda. Preservar a saúde humana e do ambiente para as gerações futuras segue, indubitavelmente, uma abordagem única e complementar.

Para garantir o êxito deste percurso, o setor da edificação deve contar com a indispensável liderança das autoridades, que devem assegurar o financiamento de projetos e criar sistemas de incentivo ou penalizações que estimulem a procura de edifícios sustentáveis e de elevada eficiência energética, de forma a que tenhamos um novo motor de crescimento para relançar a economia, ao mesmo tempo que melhoramos a qualidade de vida de todos e a sustentabilidade dos recursos do planeta .

José Martos, CEO da Saint-Gobain Portugal

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